Manter ativos ou terceirizar? O dilema do Cloud Computing

O dilema entre quais ativos e profissionais devem ser mantidos pela empresa, e quais podem ser terceirizados já teve alguns momentos de ápice e atormentou a cabeça de muitos gestores, empresas e departamentos, como por exemplo, recursos humanos, que após a acentuada especialização dos profissionais de TI se viu exatamente nesse dilema: Manter ativos ou terceirizar?

“Agora” (entre aspas, pois em TI tratamos do assunto há muitos anos) temos muitos outros dilemas com a ascensão do Cloud Computing. A nuvem, que até pouco tempo era vista como “coisa do futuro”, virou realidade por provar seus diversos benefícios como a produtividade, escalabilidade, elasticidade e a redução de custos. Principalmente quando falamos de pequenas e medias empresas.

O fato é: questões estratégicas do negócio exigem gerenciamento interno de perto, assim não é possível terceirizar tudo ou contratar tudo como serviço. Por outro lado, manter tudo sob o mesmo teto traz risco de descaracterizar a atividade-fim ou comprometer a saúde financeira da empresa.

Mas afinal, o que é preciso considerar antes de tomar a decisões como: Terceirizar o armazenamento dos meus dados ou contratar uma infraestrutura? Plataforma, Software ou Infraestrutura como serviço? É seguro?
A seguir, trago cinco pontos essenciais a serem compreendidos para, então, responder a essas questões:

1. O que caracteriza uma nuvem?

Você tem certeza do que é uma nuvem? Pode ser que não! Vejo constantemente profissionais, gerentes de TI e muitos outros com conceitos equivocados para esta simples pergunta. Algumas caraterísticas que definem exatamente o que é a nuvem ajudam inclusive a identificar se o modelo de negócio pensado para a nuvem realmente atende às especificações da nuvem.

Para nos basearmos em uma fonte confiável, apresento os conceitos de nuvem de acordo com o estudo do National Institute of Standards and Technology (NIST, em português: Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia). São cinco os aspectos essenciais:

Autosserviço sob demanda: Provisionar recursos de computação instantaneamente, sem necessitar intervenção humana por parte dos provedores de serviços;
Acesso amplo via rede: Os recursos estão disponíveis através da rede e são acessados através de mecanismos padronizados que promovem o uso por dispositivos como: smartphones, tablets, laptops ou desktops;
Agrupamento de recursos: provedores de serviços que servem a múltiplos consumidores. Deve ser possível especificar esse local em alto nível de abstração (país, unidade federativa ou data center);
Elasticidade: permite rápida adaptação à demanda do consumidor, com recursos alocados e liberados rapidamente – até de forma automática em alguns casos.
Serviços mensurados: permite monitorar, controlar e consultar o uso dos recursos.
Para mais informações, acesse este artigo sobre a publicação do NIST.

2. Quais são os tipos de nuvem?
Agora que você já entendeu o que é nuvem de verdade, vale entender quais são os tipos de nuvem. Ainda de acordo com o NIST, são três os modelos de serviço:

Software as a Service (SaaS) – Possibilidade de usar o provedor rodando em uma infraestrutura em nuvem, invisível para o cliente. A exemplo, o Office 365, Google Apps e Sales Force.
Plataform as a Service (PaaS) – A empresa contratante pode configurar suas aplicações e, eventualmente, aspectos do ambiente utilizado por ela. Exemplos desse tipo de serviço incluem plataformas escaláveis como sites de vendas de ingresso, comércios com demandas sazonais e serviços de streaming.
Infrastructure as a Service (IaaS) – O recurso fornecido ao consumidor é provisionar processamento, armazenamento, comunicação de rede e outros recursos de computação fundamentais nos quais o consumidor pode instalar e executar softwares em geral, incluindo sistemas operacionais e aplicativos. A exemplo, infraestutura de Datacenter Microsoft (Azure) e Amazon (AWS).

De acordo com as necessidades da organização e modelo de negócio, os três modelos podem sim (e devem) integrar-se com o objetivo de atender o cenário ideal para sua empresa.

3. CAPEX versus OPEX
Se você é gestor de uma empresa, certamente está familiarizado com os termos CAPEX (CAPital EXpenditure) – referente aos custos de desenvolvimento ou fornecimento de componentes não consumíveis de um produto ou sistema – e OPEX (OPerational EXpenditure) – custos de manutenção, despesas operacionais.

Você certamente está acostumado, não só com a nomenclatura, mas com a rotina de decisões baseadas em um versus o outro. Mas afinal, quando falamos em nuvem, em qual deles o Cloud Computing se classificaria?

Neste caso, os custos do negócio passam do CAPEX para OPEX. O investimento em compra de servidores, softwares e licenças é reduzido drasticamente e o custo com TI passa a ser periódico – de acordo com os serviços utilizados. Assim, sobra capital para investir nas áreas estratégicas do negócio.

4. Racionalizando seu investimento

Depois de considerar todos os aspectos acima, muitos gestores de empresas ainda têm dificuldades de visualizar os custos racionalizados ao investir em Cloud Computing, mesmo acreditando que eles são reduzidos. Assim, é preciso prever uma parte variável – custos de organização e alocação de capacidade – e uma parcela fixa – segurança, rede, manutenção e assim por diante.
Como podemos visualizar no plano cartesiano a seguir, o investimento na nuvem e a utilização têm uma curva muito próxima uma da outra. Já em cenários on-premises, a relação entre os dois é irregular, instável e correndo o risco de tornar-se imprevisível de acordo com o andamento do projeto.

5. A importância do Trust Advisor ideal

Para grandes mudanças na empresa, é preciso um grande parceiro, uma empresa que você confie, que tenha condições de dar o drive do seu caminho para a nuvem, que trabalhe em sinergia cobrindo todo o portfólio dos modelos de nuvem IaaS, PaaS e SaaS.

O “Cloud Trust Advisor” ideal compreende exatamente a necessidade do seu negócio, trazendo com a nuvem características mais modernas para o seu negócio e permitindo otimizar os serviços com novas possibilidades.
Sabemos que nuvem é matéria prima, compreender tecnicamente todos os recursos computacionais não é o core business da sua empresa, então tenha sim um Cloud Trust Advisor.

Espero que esse artigo tenha lhe ajudado a esclarecer alguns pontos a respeito do tema. Se tiver dúvidas, opiniões a respeito ou mesmo outro ponto de vista, comente aqui e vamos conversar!

https://www.linkedin.com/pulse/manter-ativos-ou-terceirizar-o-dilema-do-cloud-fernando-andreazi?trk=mp-reader-card

Fernando Andreazi

Sobre Fernando Andreazi

Fernando Andreazi, profissional de TI desde 2004, especialista em tecnologias Microsoft em soluções de Infraestrutura, Gerenciamento e Online Services. Microsoft Certified Trainer (MCT) e Microsoft Most Valuable Professional (MVP) em Office 365. Technical Speaker palestrando sobre tecnologias Microsoft nas principais universidades de São Paulo, TechEd2011 e na Comunidade TechNet. Certificado em Windows XP, Windows Vista, Windows 7, MDOP, Forefront, SCCM2007, SCOM2007, Windows Server 2003, Windows Server 2008, Lync 2010, Exchange Server 2007 , 2010, 2013 e Office 365. MCP, MCSA, MCITP, MCTS e MCDST. Atualmente atua em uma empresa Microsoft LAR como Cloud Specialist e é também Owner da empresa de treinamento Learning365.

Publicado em 31/07/2016, em Business, Cloud, Microsoft Azure. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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