Disaster Recovery com custo acessível para todas as empresas

Escolhi começar esse artigo com um número que fala por si só: 72%. Você sabia que das empresas que tiveram grande perda de dados nos últimos anos, 43% fechou as portas e 29% não resistiu aos dois anos seguintes? Esses 72% representam o porquê de um plano de contingência ser necessário em todos os tipos de negócio.

Está tudo bem com a sua empresa? Pois então, esse é o melhor momento para cuidar dela, quando está tudo bem. Para isso existe o Disaster Recovey – Recuperação de desastres, em tradução livre – que envolve a replicação de um ambiente, um conjunto de políticas e procedimentos para recuperar ou ao menos dar continuidade à infraestrutura de TI e sistemas vitais de uma empresa. As causas podem se desde um desastre natural, como um alagamento, como algo provocado pelo homem, como foi o caso das Torres Gêmeas, em 11 de setembro.

(Inclusive, nessa trágica ocasião, muitas empresas perderam tudo. Tudo mesmo, além do espaço físico. Perderam os dados, pois suas soluções de DR (Distaster Recovery) estavam na outra torre. Como as duas caíram, tudo foi pelos ares, literalmente).

Onde eu quero chegar?

Pois bem, como toda história, existem os dois lados. Por isso, eu não poderia simplesmente falar de Disaster Recovery sem comentar os seus “malefícios” da versão tradicional, a começar pelo fato de que: não, ele não é financeiramente acessível para qualquer empresa. Poucas vezes o custo de manter dois ou mais ambientes físicos, especialmente em locais mais remotos, compensa para micro, pequenas e médias empresas.

Nos casos de grandes empresas em que ele compensa e que a empresa o mantém, é comum ainda assim encontrar problemas como despreparo da equipe de TI quando há uma falha crítica no sistema; ambiente custoso e especialmente ocioso; testes complexos de fail over e fail back; altos custos de conectividade entre os ambientes; pouca documentação disponível, atual e abrangente sobre os processos de automação, entre outros.

Ou seja, estamos falando de um ambiente extremamente complexo. Um ambiente custoso e que hoje poucas empresas possuem devido a essas características. Imagine uma empresa de 20 servidores, com 50 funcionários… ela não tem como fazer esse DR. É financeiramente inviável para ela, não vale a pena. Muitas vezes vale mais fazer um backup dos dados (que é bem diferente do DR) e, se o ambiente explodir, construir outro.

Entretanto existem hoje muitas empresas desse mesmo porte, empresas que tem baixo contingente de pessoas, mas que rodam aplicações extremamente críticas para o seu negócio. E eles precisam sim ter um plano de Disaster Recovey. São startups e outros vários exemplos como o Uber, o Whatsapp, etc. e neste caso estamos falando de empresas de bilhões. Assim, o DR se torna uma necessidade real de todos os negócios.

Mas, o outro lado da história é que existe solução tanto para tornar esse custo mais acessível quanto solucionar problemas de gap. O DR na nuvem é justamente o contraponto de todas essas dores que a gente está falando aqui agora. E é aí que eu quero chegar…

A solução está “acima de nossas cabeças”

Costumo brincar que o DR na nuvem é a inclusão digital do DR. Há anos se iniciou a inclusão digital com o PC, depois o Windows starter. Agora temos a inclusão digital do DR, pois ele ficou barato na nuvem. E na nuvem, ele consegue atingir apenas aquelas aplicações que eu quero proteger, se tornou um DR granular e o custo é ajustado de acordo com a minha necessidade.

Então, está aí o primeiro benefício: Otimização de custo.

Outros são:

– Facilidade: Consigo trabalhar num ambiente de DR de uma forma isolada. Assim, orquestrar melhor esse teste de fail over e fail back, porque eu consigo fazer isso com serviços isolados e eu subir aquele ambiente dentro de um período temporário apenas para fazer os testes. Depois eu consigo reorganizar a minha estrutura de DR. Eu não dependo de ambiente físico, de rede, de histórico, de local etc.

– SLA mais agressivos: Com essa facilidade de testes, eu ganho também SLA mais agressivos. Como eu posso fazer de maneira mais rápida, ele se torna mais agressivo para colocar um ambiente no ar.

– Segurança: Ela existe em toda essa estrutura, porque as conexões são criptografadas e com isso eu garanto a segurança nessa transição dos dados de ambiente local para o ambiente de nuvem. Quando os dados saem da minha organização local e vão para a nuvem, eles estão criptografados. E mais do que isso: eu tenho replicação geográfica com os Datacenters em nuvem. Então, eu não tenho problema de ter um desastre no datacenter de origem, porque esses datacenters já são geograficamente replicados. Isso me traz maior segurança e a garantia que esses dados terão continuidade de negócios.

– Está de acordo com a legislação: Existe uma lei que basicamente obriga os dados a estarem no território nacional. E eles estarão! Dentro de um datacenter do Brasil, com replicação geográfica para outros países como Estados Unidos.

– Automação de processos:  Por trás de todos esses benefícios da nuvem existe a automação. É possível criar um processo que me diga exatamente o que fazer diante de uma situação de desastre. Um exemplo é que se o sistema de SQL cair eu tenho um processo automatizado que vai fazer com que esse servidor seja iniciado lá na nuvem.

– Baixo custo em estrutura: Muitos gestores pensam que ao subir um ambiente na nuvem, ele vai consumir máquinas virtuais com dados replicados lá na nuvem e isso terá custos altos. Acontece que quando todo esse processo de DR é feito, principalmente no caso do Microsoft Azure, essas máquinas virtuais estão todas desligadas, mesmo replicando dados do ambiente local para nuvem. Esses dados estão sendo armazenados, mas somente se ocorrer o processo de falha e for necessário startar o DR é que essas máquinas serão ligadas.

Em resumo, os benefícios realmente são muitos. O DR na nuvem só deixa a desejar para empresas que precisam de um tempo de replicação quase zero. Que ao cair de um lado precisa do outro em 30 segundos. No mais, vai atender a tudo e todos.

Mas é claro que para toda essa implementação, o seu negócio precisa de uma consultoria, um parceiro, que entenda do processo de ponta a ponta – e muito bem. Essa é a cereja do bolo, o grande segredo, e o que fará com que todo o processo de DR seja menos custoso. É preciso identificar as necessidades; customizar as soluções de acordo com elas; escolher, ponderando custo x benefício; e então, implantar.

E a partir daí? Como dizem, “só alegria”. Faça chuva ou faça sol, literalmente.

Fernando Andreazi

Sobre Fernando Andreazi

Fernando Andreazi, profissional de TI desde 2004, especialista em tecnologias Microsoft em soluções de Infraestrutura, Gerenciamento e Online Services. Microsoft Certified Trainer (MCT) e Microsoft Most Valuable Professional (MVP) em Office 365. Technical Speaker palestrando sobre tecnologias Microsoft nas principais universidades de São Paulo, TechEd2011 e na Comunidade TechNet. Certificado em Windows XP, Windows Vista, Windows 7, MDOP, Forefront, SCCM2007, SCOM2007, Windows Server 2003, Windows Server 2008, Lync 2010, Exchange Server 2007 , 2010, 2013 e Office 365. MCP, MCSA, MCITP, MCTS e MCDST. Atualmente atua em uma empresa Microsoft LAR como Cloud Specialist e é também Owner da empresa de treinamento Learning365.

Publicado em 11/01/2017, em Office 365. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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